Sobre a Firmina

Firmina é uma revista literária diferente.
Diferente e divergente.
Divergente da literatura dominante, branca, hétero, masculina e cis.
Espaço para divulgação da literatura produzida ou que verse sobre mulheres, negros, LGBTT's, indígenas, moradores de periferias ou regiões pobres, entre outras, e notícias sobre a literatura destas minorias.
Um espaço diferente e divergente como foi Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira, de quem emprestamos o nome. 

Mulher, negra, nordestina, bastarda, pobre e mãe solteira de dez filhos adotivos, foi, além de romancista, poetisa, contista, charadista e compositora.
Foi educadora e ativista em seu estado natal, o Maranhão, e escreveu do ponto de vista do afrodescendente numa época em que ainda havia a escravidão legal.
Elaborou artigos críticos para jornais locais e compôs o Hino à Libertação dos Escravos. 

Firmina, diminutivo de Firmus (lat.), firme, forte, vigorosa, como foi Maria Firmina dos Reis, que enfrentou as classes dominantes, o machismo e a escravidão e não esmoreceu.
Morreu pobre e no ostracismo, como são as minorias no Brasil.
Minorias em seus direitos e em visibilidade, não em quantidade.
Mas viveu de espírito livre e de corpo autônomo.

A cor escolhida para a revista é o vermelho, tão representativo para quem sonhou e ainda sonha em mudar o mundo. 
Representou o povo na França.
A cor do sangue, que manchou sua bandeira.
A cor das revoluções e dos levantes populares.


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Saiba mais sobre Maria Firmina dos Reis.